16 maio, 2017

Bola Dentro

Depois de fazer sucesso com o futebol, Unicorns ganha time de corrida e a gente conversa com Bruno Host, um de seus fundadores. Vem!

Em abril de 2015, dois amigos que este site adora, Bruno Host e Filipe Marquezin criaram um time de futebol. Até aí, nada de mais, certo? Mas algo dá mostras que este não é não é um jogo comum: trata-se de Unicorns FC de São Paulo, que vem a ser, surpresa, o primeiro time de futebol gay do País.

O beijo dos fundadores Bruno Host e Filipe Marquezin em apoio a campanha #Kiss4LGBTRights

No release oficial, eles também dão outro recado: “Pasmem, tem um bando de gay jogando bola por aí. E vou te contar um segrego, os jogos lotam”. E lotam mesmo!” Todas as quartas-feiras, cerca de 50 integrantes se reúnem numa quadra da Zona Sul de São Paulo. E, mesmo amadores, fazem um gol contra o preconceito, com direito a torcida organizada. Tá bom pra você? Não!

Pedro Gariani: no time de corrida

E porquê? Porque a regra ali é quebrar a barreira num dos esportes mais homofóbicos que a gente tem notícia. Na verdade, a regra, como eles dizem, é a diversão. Porém, diversão ou não, lá no fundo é mais que isso: é uma oportunidade de provar que gay não tem rótulo e que futebol não é coisa só de héteros. Nada mais inclusivo.

Os meninos em ação…

No time já passaram mais de 100 meninas e meninos do Brasil e outros países do mundo – como Colômbia, Espanha ou Estados Unidos – e uma torcida que inclui os namorados dos jogadores. Bacana, não é?

E mais ação!

Deu tão certo que agora os meninos criaram um grupo de corrida que já pode ser visto pelo Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Quer participar? Corra para o Facebook deles aqui e arregaça de correr, tá esperando o quê?

O novissimo URC – Unicorns Running Crew

Ficou curioso? A gente conversou um pouco com o Bruno para saber porque este time vai muito além da mitologia do nome. Lê só! 

Bruno Host: um dos mentores! Boa, Bruno!

Por que criar um grupo de futebol gay?

O futebol é um ambiente predominantemente machista, racista e homofóbico, de modo que muitos gays não tiveram uma relação com o esporte somente em decorrência desse ambiente. Pensando nisso a regra foi acolher a diversidade e incentivar a prática de “uma paixão nacional”. A habilidade não importa. O que conta é o encontro com os amigos e vencer essa barreira de que futebol não é coisa de gay. Com o tempo todos vão melhorando suas habilidades.

Então é mentira que gay não gosta de futebol?

Claro que existem gays que, de fato, não gostam do esporte, e isso é completamente normal. Assim como existem os que amam e vão ao estádio sempre que possível. Mas o time busca aquela parcela que gosta de jogar ou que quer vencer essa barreira, mas não se sente bem em um ambiente onde tem que omitir sua sexualidade, por estarem em um ambiente dominado por héteros.

Há mais planos?

Sim! Acabamos de lançar o URC – Unicorns Running Crew, o primeiro novo grupo fora do futebol para a prática de outro esporte. É um grupo de corrida, no Ibirapuera, em parceria com professores. O ambiente descontraído, amigável e divertido nascido no futebol foi transposto para o Ibirapuera (risos). Logo, não é preciso ser um velocista profissional, todos têm espaço desde que respeitem seus limites e abrace as diferenças. Ah, e chamamos o Bruno Mastantuono e Pedro Gariani para ajudar em mais um projeto que prova que diversidade nunca é demais!


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