1 dezembro, 2015

Precisamos falar (mais) sobre o HIV

No Dia Mundial da Luta Contra a Aids, Universo AA volta a debater o HIV. Se joga!

HIV_2012

Em julho deste ano, Universo AA fez seu primeiro especial sobre o HIV. As matérias geraram repercussão pelo teor de informações atualíssimas sobre a Aids, uma doença que se tornou menos letal e que vem crescendo em números de infecções, principalmente entre os gays mais jovens brasileiros. Se a imagem de soropositivos morrendo entre as décadas de 80 e 90 hoje parece distante, o vírus continua tabu e poucos se atrevem a debatê-lo de frente.

Nesta data, 1º de dezembro, a qual se trava o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, a gente retorna ao tema para bater na tecla, encarar o preconceito e mostrar que somente uma sociedade informada pode enfrentar a epidemia que acomete cerca de 10% dos homossexuais, ou numa taxa mais alarmante 16% – segundo o instituto Sampa Centro. Para efeito de comparação, o número de heterossexuais com o vírus patina na casa de 0,5%.

Para este novo especial, contamos novamente com a ajuda do médico infectologista Ricardo Vasconceloscurrículo completo e contatos aqui –, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), infectologista do Hospital das Clínicas e que ainda dá expediente no projeto Prep Brasil, que você pode conhecer melhor clicando aqui.

Desta vez, em pauta os tratamentos mais modernos, as perspectivas, o porquê da medicação ter que ser iniciada precocemente, se é possível para um homem ter um filho tendo o vírus, a relação entre namorados sorodiscordantes, como vive uma pessoa infectada e tudo o que você deve saber caso tenha uma relação ou for um portador do vírus do HIV.

Antes de começarmos, é importante que você pense em ler este especial completo, com todas as suas partes – os links você encontra no pé de cada matéria – e que saiba termos básicos que serão discutidos em todos os textos. O principal deles é a diferença entre um indivíduo positivo com carga viral indetectável e o detectável: é tido como um paciente com carga viral indetectável aquele que toma seus remédios antirretrovirais sem falha e que mantém o vírus longe de seu sangue. Consciente, além de fazer bem a sua saúde, ele não transmite a doença mesmo que não use a camisinha. Já o detectável – que pode não saber sua sorologia ou ter optado por não iniciar seu tratamento transmite o vírus e prejudica sua própria imunidade.

Também é importante ressaltar que este site apoia a prevenção, sendo ainda a principal delas o uso da camisinha. Mas, informados que somos, entendemos que um sujeito portador de HIV, tratado e indetectável, pode, por exemplo, ter um namorado também positivo e não transar com camisinha com apoio do médico, ou mesmo ter um namorado sorodiscordante (negativo para HIV), e também decidir não usar camisinha enquanto o namorado estiver tomando a PrEP – a profilaxia pré-exposição que utiliza o Truvada.

No mundo moderno, a combinação de tratamentos e saber sua sorologia é fundamental. Mergulhe neste especial e decida qual forma de prevenção combina com você e os riscos de cada escolha tomada. Afinal, precisamos falar muito sobre o HIV. Vamos lá!


Você está na parte 1 de nosso Especial sobre o HIV, leia as demais partes, é fundamental!

Parte 1: Especial UAA: precisamos falar sobre o HIV

Parte 2: A verdade: portador do vírus do HIV indetectável não transmite o vírus

Parte 3: Por que você pode namorar um soropositivo e a vida de dois positivos juntos

Parte 4: Por que todos devem começar o tratamento ao serem diagnosticados com o HIV

Parte 5: Dúvidas dos leitores: do sexo oral a efeitos colaterais dos remédios contra o HIV

Parte 6: As novidades do tratamento e por que um homem com HIV pode ter filho sem transmitir o vírus