15 junho, 2016

Livres para voar

In Love desta semana apresenta Adeilton e Diego, o casal de Curitiba, no Paraná, que sucumbiu à uma paixão até que ela ganhasse contornos de amor

4. Tonn & Diego

Diego e Adeilton no Jardim Botânico de Curitiba

Você já sabe, a seção In Love deste mês que comemora o dia dos namorados trás histórias enviadas por nossos leitores à redação de UAA. Hoje, embarcamos para Curitiba, no Paraná, e conhecemos Adeilton e Diego, um improvável caso de perseverança e acasos.

2. Tonn & Diego

Em noite feliz: como se conheceram

É que Adeilton não queria se envolver e Diego, bem, estava no fim de uma relação. Mas como o amor prega peças, ambos se renderam sem medo e sem freios em dias que viraram casamento.

3. Adeilton

 Adeilton Santos, 30 anos, servidor público

Após um punhado de relações complicadas – e quem disse que o coração é fácil? – eu estava decidido a permanecer solteiro e incluir em meu roteiro festas. Noite adento. O que eu não podia prever é que o destino nos manipula das formas mais irrisórias até que possamos encontrar, bem, o tal amor.

Naquele 2 de maio de 2013 foi assim. Na balada, fui apresentado para um “casal” de sócios de uma academia de Curitiba. Fiquei encantado com um deles: Diego, o loiro que insistia em dançar sozinho e me flagrou diversas vezes o olhando até que, antes de ir embora, inesperadamente deu-me um abraço apertado e demorado. Só tive tempo de sentir minhas pernas amolecerem quando ele sussurrou em meu ouvido que havia me achado “gostoso”. Prometera entrar em contato.

E assim foi: em casa, recebi uma mensagem dele em uma rede social, linhas que até hoje me recordo perfeitamente: “Como prometido, gostoso… te quero”. Trocamos mensagens o dia todo e ele me contou que, apesar de morar com o outro rapaz, o relacionamento havia findado.

Na noite seguinte ficamos juntos. Foi o suficiente para que eu me rendesse a uma paixão arrebatadora. A partir daí tudo evoluiu muito rápido. Nos víamos todos os dias e no fim depois seguinte ele mudou-se e foi morar com um amigo. Dormíamos, invariavelmente, quase diariamente juntos.

Apesar disto eu ainda tinha receio, principalmente por ele ter acabado de terminar um relacionamento. Mas no primeiro mês vi todas minhas dúvidas se dissiparem. Enquanto eu olhava encantando para seu sorriso tímido, fui surpreendido com um lindo par de alianças e um pedido de namoro. Nosso amor estava selado. De lá para cá, nada mudou – exceto uma intensidade cada vez maior.

A galope, com três meses fomos definitivamente morar juntos. E os dias viraram semanas, meses e anos. Eu aprendi com ele que a rotina pode ser uma dádiva num relacionamento. Desde então acordo todos os dias com um abraço, um beijo e um convite para o café da manhã.

Se há dificuldades? Evidente que sim. Mas descobrimos que em duo não há sonhos que não possamos alcançar – ou dificuldades que não possamos enfrentar. No início deste ano assinamos nossa Declaração de União Estável e nos mudamos para um apartamento maior. Nos próximos meses faremos a alteração para casamento civil e iremos comemorar com uma viagem.

Ah, sim, as noitadas continuam em nossa vida. Mas em todas elas eu me apaixono pela mesma pessoa, aquela que quero passar o resto dos meus dias. Sim, o amor incondicional existe.

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Diego Fogliato, 28 anos, empresário

Eu estava namorando. Porém, era um relacionamento de aparências, em fase de término – mas alguém com quem ainda eu dividia o mesmo teto. Mas, resolvemos sair numa noite de maio curitibana. Fui apresentado ao Adeilton e imediatamente senti-me atraído: achava uma graça a forma como ele dançava. E, ao perceber seus olhares, eu disfarçava ao mesmo tempo que tentava provocar! Ao me despedir, prometi que mandaria o meu contato numa rede social. E assim foi.

Cheguei em casa e logo enviei meu contato. Nos encontramos no dia seguinte na academia onde ele treinava. E foi ali, dentro do carro dele, que nos beijamos pela primeira vez. A partir disso eu não mais parei de pensar nele. Ele me deu a coragem que faltava para terminar, definitivamente, com meu ex-namorado.

Mudei na semana seguinte para o apartamento de um amigo e pedia para ele ir dormir comigo todas as noites. Sentia-me completo. Convicto, apostei num par de alianças e o pedi em namoro. Ele disse que aceitava “se fosse para sempre e que continuássemos saindo em festas e baladas”. Ele era muito mais festeiro do que eu! Para mim não importava onde eu estivesse, desde que fosse com ele. E assim, em apenas um mês, começamos como namorados.

Com apenas três meses fomos morar juntos. Construímos nosso lar e deixamos tudo do nosso jeito. E até hoje temos um jeito, digamos, único. Eu acordo primeiro para preparar nosso café, ele me leva para o trabalho e em seguida ele vai para faculdade. Adeilton está cursando educação física e em breve vai me ajudar na administração e expansão da academia. E assim a vida segue, com treinos, risadas, relatos. As tais declarações cotidianas que deixam vivas as relações.

O que temos, acredito, é muito respeito, carinho e amor. O básico para sentimento bem-sucedidos, não é? Mas não é só isso, não: mesmo depois desses anos, há sempre uma declaração de amor e flores que continuo recebendo, não importa a data. Nossa prioridade é estarmos juntos e cuidar um do outro. E assim aprendemos que não é o amor que sustenta o relacionamento, mas a forma de se relacionar que o renova. Esse deve ser nosso segredo.

Uma reafirmação que não tem data para findar: no início deste ano nos mudamos para um apartamento maior e melhor, dispostos a começar algo novo. Em seguida oficializamos nossa união em Cartório. Logo vem um casamento, e claro, uma lua de mel – se é que não estamos nela…

E aí você se pergunta: como lutar contra relacionamentos efêmeros? Para nós basta que haja entrega e dedicação. Acredite, a recompensa é simples: a felicidade.


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