10 junho, 2016

À primeira música

André Stefanini e Benjamin Rampelotto se conheceram numa rede social. Poucos dias depois se encontraram na pista de dança. E nos embalos entre um música e outra, começaram um namoro que já dura quatro anos

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André, o modelo, e Benjamim, o fazendeiro: união já completou quatro anos

Universo AA pediu que leitores enviassem suas histórias para serem publicadas no site, na seção In Love. Recebemos mais de uma centena. E a primeira escolhida vai emocionar vocês: a história de André e Benjamin, o modelo e o fazendeiro que há quatro anos superam a distância e provam que amor não tem barreiras

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André Stefanini, 35 anos, modelo

Cuiabá. O ano era 2012 e lembro-me até hoje de ter encontrado um amigo e feito aquela queixa tão comum a seres humanos: eu estava me sentindo muito só. Foi este meu amigo quem pediu para que eu adicionasse o Benjamin, de Ribeirão Preto, numa rede social – e ele aceitou. E conversamos. À noite e nos dois dias seguintes, também. Muitas conversas por vídeo chamada – cheguei a buscar minha filha na escola com ele no celular. Tipo paixão à primeira conversa.

Bem, eu tinha uma viagem marcada para São Paulo em 7 de junho, três dias depois de nosso primeiro contato. Ao chegar na cidade, para minha surpresa, o telefone tocou e o Benjamim me perguntou se ele poderia vir também para São Paulo para me conhecer. Encantado, topei. E pensei: “Caramba! O cara vem me conhecer! E agora?!

Marcamos de nos encontrar numa pista de dança. Ele apareceu rapidamente: de camisa xadrez, lindo, com um sorriso no rosto. Eu, muito nervoso, com as pernas moles o cumprimentei. Ele já me beijou, e beijo não acabava. E nunca mais acabou. Não nos desgrudamos mais naquela noite – tampouco no dia seguinte.

Recordo-me também de, na Avenida Paulista, ele segurar minha mão e dizer: vamos andar de mãos dadas. Meu Deus que vergonha! Porém, eu já estava muito apaixonado para não me permitir. Mais uma noite, mais uma balada e, numa certa hora, por volta das 4h da manhã, eu olhei para ele e disse: Benjamin namora comigo? Ele, nada surpreso disse: “Sim!!! Mas eu namoro pra casar!”. E ali mesmo começamos o namoro. E sério.

Mas havia um pequeno detalhe: morando em cidades diferentes, o conto de fadas iria acabar. As lágrimas tomaram conta. Foi quando Benjamim me convidou a largar tudo ir para Ribeirão com ele. Pensei logo na minha agenda. Liguei e consegui que um amigo me substituísse em um desfile. Minha filha, Maria, estava viajando naquela semana. Tudo perfeito!

Amigos diziam que eu estava louco. Mas eu fui. E passamos uma semana juntos na qual ele me apresentou aos seus principais amigos. E combinamos de não deixarmos de nos ver por mais que 15 dias. E assim já completamos quatro anos anos de muita parceria, amor, paciência, briga (claro) e cumplicidade.

Sempre da mesma forma: um vai e o outro volta. Sempre. Entre famílias, fazendas e cidades. Mas isso tem data para acabar: pois estamos iniciando a construção de uma casa em Ribeirão Preto, que deve ficar pronta em pouco mais de dois anos. E assim nosso relacionamento segue com muito amor, com filha, fazendas, cachorro, família e aeroporto. Livres para voar!

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Benjamin Rampelotto Jr, 39 anos, agropecuarista

Em uma tarde de domingo eu estava reunido com amigos e recebi uma solicitação em uma rede social. O recado era especial: dizia que um amigo em comum havia dito para nos conhecermos. Olhei para a foto e me peguei brincando em pensamento: “Muito lindo! Isso dá trabalho”. No entanto, tive a certeza de que seria meu futuro namorado. No dia seguinte a tarde recebi uma mensagem do André, dessa mensagem ficamos até tarde da noite.

Foram momentos mágicos: conversamos o dia todo com a facilidade da vídeo chamada. Eu em Ribeirão Preto, André em Cuiabá. Ele me disse que iria para São Paulo, era semana da Parada. Pensei, sabe de uma coisa? Vou atrás dele!

E eu fui! Com frio na barriga nos encontramos na pista de uma casa noturna. Eu me perguntando o que iria acontecer. Afinal, quem era ele? Por que eu estava fazendo isso?

Quando eu o vi minhas pernas tremeram, minha boca ficou seca. Disse oi. E logo nos beijamos. Desse momento para frente não nos desgrudamos mais, passamos finais de semana juntos e fomos para muitas festas. Logo no segundo dia, exatamente 8 e junho de 2012, fui surpreendido, na madrugada, no meio da balada, com o pedido de namoro do André. Ele era só felicidade e as suas risadas daquele dia até hoje me parecem inesquecíveis. Era uma delicia vê-lo feliz de estar comigo. Ele não queria saber de mais ninguém, na frente dele só existia a mim. E ali, vamos confessar, haviam muitos! Que sorte a minha.

Já namorando André veio para Ribeirão comigo. Todos os nossos amigos diziam: “Vocês são loucos!”. Mas deu certo e passamos nosso primeiro dia dos namorados juntos. Entre tantas coisas em comum, nossas famílias são da mesma cidade. E as fazendas também ficam no Mato Grosso.

Com o amor só aumentando chegou a hora de conhecer a família do André. Fui muito bem recebido por todos, de braços abertos. Porém, ser apresentado a Maria, sua filha, era nossa preocupação Para minha alegria, o encontro foi natural. Tivemos empatia e o apoio dela só fortaleceu mais nossa união.

Neste 8 de junho 2016 completamos quatro anos e com ele tenho aprendido muito. Continuamos nos dividindo entre os estados de São Paulo e de Mato Grosso para assim estarmos juntos e atender e dar atenção à criação da Maria, a família e ao trabalho. O amor pode tudo!


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