31 agosto, 2017

Suas mãos pra me acalmar

Eles se encontraram numa fila de bar, enfrentaram a distância e se ajudaram mutuamente a vencer sentimentos como a depressão e o vazio provocado pela falta de amor

Thales e Éder: amor entre estados

A dupla do In Love deste mês é especial: Éder Malta e Thales Sabino, um casal que há um ano resolveu não mais se desgrudar apesar de um morar em Salvador e o outro em Brasília.

Éder e Thales, fofos demais!

Para UAA, eles contam como o amor venceu os mais tristes pensamentos e como a relação dos dois é ainda mais colorida e intensa do que as fotos que publicam no Instagram

ÉDER MALTA, 29, ESTUDANTE DE MEDICINA


Meus namoros sempre foram duradouros, porém há algum tempo eu estava solteiro. Fase esta que aproveitei meus amigos para curtir. Mas não vou dizer que foi o melhor momento de minha vida porque chega uma hora que a gente se sente sozinho, vazio, sem interesse em ninguém. E eu tive a sorte de ver isto mudar há um ano, quando por acaso eu encontrei o Thales perdido numa fila de bar de uma festa que estava acontecendo em minha cidade, Salvador. Eu já o acompanhava pelas redes sociais e o admirava por ser uma pessoa engraçada, divertida, feliz e altruísta. Quando o vi pela primeira vez ao vivo, minha atitude foi futucá-lo com um de seus bordões. Lembro de tê-lo chamado diversas vezes por “ohh mininu” – e parecia que ele gostava. Achei que o papo não fosse render tanto, mas para minha surpresa ele sempre puxava outro assunto…

Nosso primeiro beijo foi superinesperado. Depois de algum tempo conversando, ainda na fila, pegamos as bebidas e, no momento que íamos curtir a festa, um amigo meu foi abordado por outra pessoa e começaram a se beijar. Thales, sem perder tempo, disse-me: “acho que deveríamos fazer a mesma coisa”. E me pegou pelos braços! Eu beijava e sorria ao mesmo tempo custando a acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. Permanecemos juntos uma parte da festa até que ele decidiu ir pro quarto descansar com a promessa de que nos veríamos no dia seguinte, no show da Claudia Leitte – e não preciso dizer que este foi o show mais incrível de nossas vidas, ainda mais estando ao lado de uma pessoa que eu tinha certeza que um dia seria meu (parece clichê, mas é a verdade).

As músicas, digamos, marcaram o início de uma “amizade” à distância. “Meu coração é seu, tome! Ele é todo seu, tome! Vamos lá no cartório passar ele pro seu nome…” não tem como esquecer de Cartório, por exemplo. Todas às vezes que nos falávamos ele fazia questão de lembrar de trechos como este e, ao escutar essas músicas, sentia que algo na vida dele tinha mudado e que não havia como ele não pensar em mim. Eu, do lado de cá, ficava me achando o máximo.. haha!

Sobre esse ‘mininu’, que bom que eu sei quanto amor ele tem no coração. Não à toa que uma de suas frases prediletas é “o mundo precisa de carinho”. E ele é simplesmente isso: carinho, amor e compaixão. Com tantas qualidades, não tem como não se apaixonar, né gente? Quanto ao namoro à distância, sabe o que eu penso? Que ele serve para nos fortalecer e nos deixar mais cúmplices.

Dizem que o amor rompe barreiras. E é baseado nessa máxima que mantemos um relacionamento sincero e verdadeiro. Então, para que ter medo da inveja dos outros quando se ama de verdade? Seguimos firmes nos nossos planos de que num futuro breve possamos casar e morar juntos. Esta é, ao meu ver, a maior realização da vida de um ser humano.

THALES SABINO, 33 ANOS, EMPRESÁRIO E JORNALISTA


Não sinto que conheci o Éder. Digo que “nos reencontramos nessa vida”. Clichê? Pois para mim foi uma mistura de amor à primeira vista com um alívio imediato. Eu passava por uma depressão silenciosa, muito bem disfarçada por cliques lindos no Instagram, festas, vida louca, viagens, trabalho e academia. Nos momentos de tristeza, achei que fosse desistir de tudo.

Enfrentando a depressão – ou tentando vencê-la – fui para Salvador participar de um weekend. E encontrei o Éder pela primeira vez na fila do bar da festa. Acredite: era o começo do evento e eu estava quase indo embora por conta deste sentimento tão difícil que é a depressão. Começamos a conversar e nos primeiros 5 minutos me deparei com uma sintonia que nunca experimentei antes. Saímos dali para meu quarto do hotel. Contei minhas principais angústias, chorei, dormimos de conchinha. Ele, com todo carinho do mundo, me ouviu e me deu uma injeção de ânimo.

No dia seguinte fomos para um show da Claudia Leitte e ficamos grudados. Alguns amigos diziam “Ih, casou”. A cada música a coisa ia ficando mais intensa. Quando rolou Amor Perfeito eu chorei abraçado nele. E então Claudia entoou estes versos: “Eu não vou saber me acostumar sem suas mãos pra me acalmar”. Naquele instante eu tive a certeza de que não poderia deixá-lo escapar após o fim da viagem.

Voltei pra Brasília e mantivemos contato. Por várias vezes eu escutava as músicas de Claudinha que mais me marcaram só para me lembrar daquele momento. Era terapêutico ouvi-las em casa ao acordar pra virar o jogo da depressão. Já fomos a dois shows dela e até hoje a emoção é a mesma do primeiro dia. Éder é meu melhor amigo, parceiro no crime. Ele é pura alegria, espontaneidade, ternura, energia positiva. Tem muita luz e um coração enorme. Todo mundo se encanta com ele.

Se é difícil manter um relacionamento no eixo Salvador-Brasília? O mais difícil foi a gente ter se cruzado. O resto é fácil. FaceTime e avião estão aí para serem usados. Ele ainda está entrando no último ano da faculdade de Medicina e estamos fazendo tudo com calma. Em fevereiro queremos noivar no bloco de Claudia Leitte, em Salvador. Fiz até um vídeo para agradecer este primeiro ano nosso. A mudança para Brasília é um plano e deve vir mais para frente, mas sem pressa tampouco pressão.

Ah, quando postamos fotos juntos, muita gente diz que dá pra ver nossa sintonia. Concordo que as fotos são legais, mas sabe o que é mais legal? É mil vezes melhor e mais intenso a olho nu!


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