26 agosto, 2016

True Blood

Aterrissando no mercado aqui e agora, João Martins é arquiteto sangue-novo, sangue-bom e tem sangue nos olhos. Conheça!

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João Martins, 24 anos, paulistano da gema, acaba de fazer seu entrée triunfal no mercado. Autor de um dos ambientes mais festejados da mostra Novas Geometrias Urbanas, um dos principais eventos da DW (para quem não sabe, a Design Weekend brasileira, semana oficial do móvel que rola anualmente, sempre em agosto, desde 2010, em Sampa, seguindo o modelo italiano), ele debutou com o pé direito.

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Por lá, João armou, na loja Acierno, um quarto para um personagem hipotético que imaginou ser uma jovem cantora com necessidades especiais – muito antes da polêmica de Cleo Pires e Paulinho Vilhena na campanha pró-jogos paraolímpicos na Vogue.

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Sem folclores, ele fez mistura fina de peças clássicas da mobília brasileira, como a poltrona de fitas de Flávio de Carvalho, com lançamentos na mesma sintonia. Apostou em bases pretas com desenhos tétricos recortados em madeira, além dos móveis híbridos e multifuncionais que transbordavam para um closet dourado. A cara do novo décor metropolitano!

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Confira no decorrer deste post um pouco deste trabalho – e da personalidade – do garoto sangue-novo e sangue-bom!

Nome, signo, idade, onde nasceu e o que estudou? João Martins, escorpiano, paulistano, 24 anos, formado em arquitetura e urbanismo

Cadeira predileta? Cadeira Licci, de Jader Almeida

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Um prédio inesquecível? Masp, de Lina Bo Bardi.

Livro de cabeceira? Cidade do Sol, de Khaled Hosseini

Se fosse um super-herói, seria o… Nenhum herói. Seria o Magneto, dos X-Men.

O melhor arquiteto do Brasil é… Paulo Mendes da Rocha

E o melhor do mundo? Le Corbusier.

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Sua primeira referência de décor na infância foi… Minha casa. Sempre queria mudar algo, ou comprar algo novo para decorá-la.

Qual o maior pecado estético que identifica no design contemporâneo? O uso exagerado do que está “na moda”, sem coerência com o todo, em descompasso até mesmo com o estilo do cliente.

Seu lado mais chique gosta de… Comer em restaurantes bacanas, aqueles que tem tantos talheres na mesa que você tem que jogar no Google pra saber qual usar primeiro.

E seu lado cafona gosta de… Usar e abusar do dourado nos meus projetos, e assistir escondido as irmãs Kardashians. Me julguem (risos).

O que precisa ser varrido para debaixo do tapete? Nada. Acho que tudo tem que ser limpo de verdade: primeiro a vassoura, e para garantir, passar um aspirador em tudo depois.

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Qual a sua maior extravagância? É até meio sem controle: minha risada. Não importa onde eu esteja, nem com quem, se me fizerem rir, vou rir, até em velório.

Uma dica para quem quer decorar a casa com muito estilo e pouca grana? Use e abuse das cores, almofadas e quadros acessíveis. Isso tudo dá personalidade a qualquer espaço

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