21 abril, 2016

Sad Rain

Um dos maiores ícones do pop de todos os tempos, Prince foi cantor, compositor, produtor, dançarino e tinha um talento raramente visto. Dono de um estilo excêntrico, vai fazer falta!

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Nesta quinta-feira, dia 21 de abril, o mundo perdeu mais um de seus grandes talentos. Mas não um talento qualquer, fala-se de um que é simplesmente um dos maiores nomesda música pop: Prince Rogers Nelson, conhecido simplesmente como Prince.

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Prince, triste notícia, foi encontrado morto em sua casa do estado de Minnesota, no Estados Unidos, segundo o tablóide TMZ, dias depois de dar entrada em um hospital com uma forte gripe. A Associated Press obteve a confirmação do falecimento com a assessora do cantor. A gente não pode deixar de relembrar um pouquinho de sua história, que influenciou – e influencia – gerações.

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Emblemático. Icônico. Criativo. Desafiou padrões estéticos e sexuais com seu estilo autêntico e excêntrico, Prince marcou uma era no pop e vendeu milhões de discos e singles ao redor do mundo: mais de 100 milhões de cópias de LPS, 60 milhões de discos e ingressos sempre esgotados em suas turnês.

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Muito mais que uma voz, Prince era um exímio compositor que ninguém nunca colocou defeito. Envolvia-se em todas as etapas da produção de suas músicas. Dançava, propagava energia, e era incrivelmente talentoso em tudo o que fazia. Talvez por isso tenha inúmeros de seus trabalhos, dentre singles e discos, listados entre os melhores já lançados da história.

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Foi assim que ele criou uma sequência de álbuns fantásticos e mega aclamados, tais quais 1999Around The World In A Day, Sign ‘O’ The Times e o mais conhecido, Purple Rain, um marco da cultura pop, que lhe rendeu Grammy’s e até um Oscar.

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Tudo isso, somado a um estilo único e inconfundível, fizeram de Prince um ícone cultural, o único que competia páreo a páreo com Michael Jackson em uma época em que ele se consagrou como Rei.

Em sua história, fez sucesso quase sempre. Entre 1980 e 1994 só dava ele – no Brasil, passou pelo Rock in Rio com duas apresentações, claro, memoráveis, em 1991. Do balacobaco, é daqueles astros que brigavam por sua música. Por causa de uma delas, em 1993, lançou um disco com um símbolo impronunciável e acabou sendo chamado de “o artista”. No Brasil, era chamado de “a coisa”. Também são memoráveis suas brigas com outros astros do pop, algumas beiravam o bizarro. Ele era do babado!

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Era tão genial que fazia sucesso e criava sucessos. Quer a prova? O maior sucesso da irlandesa Sinead O’Connor, Nothing Compares 2 U, é dele. Manic Monday, do The Bangles, e When You Are Mine, de Cyndi Lauper? Escritas por Prince também. How Come You Don’t Call Me Anymore da Alicia Keys é um cover do astro. Ainda tem mais: o big hit I Feel For You, conhecida na voz de Chaka Khan, é original do ídolo. Com Stevie Nicks escreveu com Stand Back e, com Madonna, Love Song.

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Prince em 2008

Após quase um década recluso e com trabalhos imcompreendidos, em 2004, Prince se apresentou no Grammy Awards com o Beyoncé, e lançou Musicology, álbum que rapidamente entrou nas paradas. E ganhou 56,5 milhões de dólares somente naquele ano com seus shows. Foi uma volta triunfal que seguiu seu último álbum, Planet Earth, de 2007, que vendeu milhões. Também instantaneamente.

Estaríamos subestimando o cantor se disséssemos que ele é inesquecível. Ele é mais do que isso. Seu legado está entre nós e sua influência alimenta artistas como Rihanna, Bruno MarsJanelle Monáe, fãs assumidos do astro.

Descanse em paz, Prince.

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