19 julho, 2017

Terra Santa – ou quase isso...

Numa breve passagem por Israel, nosso editor conta o que tem de bom para fazer – de praias latentes ao burburinho do festejo. Vem!

Terra Santa, Terra Prometida, Terra que mana leite e mel. Chame como quiser: Israel esconde muito mais que o enredo bíblico que atrai seguidores do mundo todo. Praias surpreendentes, trilhas de rechear os olhos e muita farra são apenas algumas das realidades latentes do país compacto (você sabia que suas dimensões cabem em qualquer um dos estados brasileiros?). Nosso editor dá as melhores dicas para quem quer experimentar além de Tel Aviv e Jerusalém. Vem!

Bata o pé

Se você quiser fazer Israel todo a pé, é possível, sabia? Eles até mapearam todas as trilhas, é só seguir as placas e escolher bons lugares para acampar. UAA não fez isso, mas escolheu boas opções de entretenimento pro corpo e para a alma. Ein Avdat, por exemplo, é um parque nacional de Israel com paisagens dignas de filme. Situado no deserto do Negev, os cânions em parceria com a água espalhada pela trilha são hipnotizantes. Ainda tem os restos de uma fortaleza que foi erguida durante o império Bizantino. Coisa de louco, né?

Shuá, shuá!

Mais ao norte do Estado, perto do Mar da Galiléia (que é um lago, sabia?), dá para se aventurar no Rio Jordão. A gente fez uma trilha aquática – a água chega até a cintura – e Rafting. Essa segunda opção é bem soft, tá? Na metade do trajeto, rola até guerra de água com os botes vizinhos. No Mar da Galiléria, onde dizem que Jesus andou na água, rola banana boat, também. Quem diria!

Com ou sem sunga

Na frente do hotel Hilton, em Tel Aviv, fica a famosa praia gay de Tel Aviv, onde turistas e nativos competem para ver quem tem o calção de banho mais irreverente. É legal e tals, mas se você quiser juntar o mar com uma aventura, vale colar na Ga’ash beach.

Batizada assim por conta de um kibutz que fica nas proximidades, o uso de trajes de banho é opcional. Para chegar lá, é preciso ir de carro ou ónibus para o norte da cidade (fica entre Tel Aviv e Natanya). Após uma pequena trilha, é só tirar a roupa e mergulhar. Detalhe: não tem comércio nas redondezas, ou seja, leve água e alguns lanchinhos. E não se esqueça que o verão israelense é sinônimo de água-viva nas praias. UAA se queimou algumas vezes e está vivo para contar esta história que você está lendo…

Espiritualidade

A Cidade Velha, em Jerusalém, é dividida entre o bairro judaico, cristão, armênio e o muçulmano. A dica é: perca-se. As ruelas que concentram mais histórias bíblicas por metro quadrado do mundo são a fonte do que entendemos de místico nos dias de hoje. Aliás, não se esqueça de deixar um papelzinho no Muro das Lamentações, a parede que mais se aproxima dos antigos templos judaicos. Duas vezes ao dia, ainda, é possível visitar a esplanada, onde os Templos judaicos foram erguidos e onde, atualmente, está uma das mesquitas mais importantes para os muçulmanos. Por falar em misticismo, se estiver com tempo de sobra, fazer check-in na cidade de Zefat, no norte do Estado, é praticamente mandatório – foi o berço da Cabala, hospeda diversos artistas de cunho bíblico e uma loja de velas divertida para xuxu.

Morda, já!

Abocanhar um faláfel – bolinhos de grão de bico no pão pita com salada, pimenta (opcional), hummus e tahine (molho à base de gergelim) – ou um shawarma – carne de cordeiro com os mesmo acompanhamentos do faláfel – é obrigatório para qualquer visitante de primeira viagem à terrinha. Outro protagonista pro paladar é a fruta Sabra (imagem acima), que nasce nos cactos. Assim como chamamos os cariocas nativos de carioca da gema, quem nasce em Israel é conhecido como “sabra” – é uma analogia à fruta. O Israelense pode, muitas vezes, ser ríspido na forma de falar, mas é tudo fachada: assim como a fruta, que tem espinhos por fora, mas quando descascada revela-se extremamente doce. Não nos pergunte o motivo, mas o recheio pode ser rosa, laranja ou amarelo – é na sorte mesmo…

Comprinhas do oriente

Tanto em Tel Aviv, quanto em Jerusalém dá para perder algumas horinhas nos famosos “shuk”. São daqueles mercados que você compra de frutas exóticas e aparatos de cozinha a roupas e lenços orientais. O de Tel Aviv, chamado Shuk HaCarmel, tem um bônus todas as terças e sextas-feiras – a rua paralela hospeda diversas barracas de artistas vendendo o melhor do artesanato local a preços justos. Já o de Jerusalém, chamado Machané Yehuda, é uma ótima oportunidade para entender como os judeus se preparam para o Shabat, o dia do descanso – da primeira estrela do céu, na sexta-feira, à primeira estrela do céu no sábado. Para completar tal tarefa, basta visitar o shuk na sexta-feira até o horário do almoço – digamos que é um experimento de densidade demográfica.

Let’s dance

Em Tel Aviv, é melhor ficar de olho no calendário de festas a ser fiel a um único club, afinal a cidade se tornou uma das cidades mais gays do mundo. Para esquentar, a pedida é o bar Shpagat (Rua Nahalat Binyamin, 43), onde as mesas estão espalhadas por uma arquibancada – tipo coisa de estádio, mas com mais álcool e alguns gatinhos para flertar. Uma das festas que tem dado o que falar na capital cultural é a VRS. Quando você chega, tem que passar na cabine do DJ e pedir uma camiseta VRS TOP ou VRS BTTM. É só de brincadeirinha, tá? Ou não.

Uma festa que não é gay, mas merece a gandaia, é a guerra de água que acontece anualmente em frente a prefeitura de Tel Aviv, na Praça Yitzhak Rabin. Compre uma arminha de água no Shuk HaCarmel e prepare-se para ficar todo molhadinho. Ui!

Vai dizer que não ficou morrendo de vontade de ser santinho na Terra Santa?


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