28 agosto, 2017

Colecionador de Santos

Daniel Mafra compartilha sua trajetória até a criação da neogrife queridinha Saint Benjamin com exclusividade. Vem!

Não se deixe enganar pelo rosto jovial e pelos 30 aninhos declarados em seu RG, Daniel Mafra já tem conquistas para dar e vender. Formado em teatro e Relações Públicas, passou 10 anos no marketing da Colcci antes de entender onde pretendia apostar as suas moedas. Foi nas ruas de Milão que percebeu o que mais sentia falta no mercado brasileiro: roupas transadas e estilosas. “Compartilhei com alguns amigos e percebi o mesmo sentimento de falta de opções no mercado nacional”, diz para UAA.
Além do amor declarado a moda, Daniel tem uma mania mais atrelada o âmbito espiritual. Ele é colecionador de santos. Tá explicado o nome da grife? Seus feitos, por outro lado, não têm nada de anímico, é braçal mesmo. Boa parte dos prints, por exemplo, foram criados em estúdios gráficos da mesma capital fashion que deu start à empreitada. Coisa boa, né? Não à toa, suas criações já caíram na graça de fashionistas que a gente adora, como o ator Pedro Bosnich e a musa Sabrina Sato. Ah, só para constar, o rosto da coleção de estreia, verão 2018, é ninguém menos que gatão Diego Miguel.
Quando começou o seu relacionamento com a moda?
Foi por acaso, quando jovem sempre quis seguir a carreira de ator no teatro. Após voltar de Buenos Aires, cidade na qual estudei teatro, “desencantei” com a carreira e resolvi fazer faculdade de relações públicas. Na primeira semana de curso consegui um estágio na Colcci, lá cresci e fiquei por 10 anos comandando além do PR, a direção de MKT do grupo AMC textil.
Como foi a transição entre o teatro e o universo fashion? O teatro ainda faz parte da sua vida de alguma forma?
De certa forma sempre terei o teatro no meu DNA. Na moda, minhas campanhas e desfiles sempre foram um grande palco! Na vida, faço um trabalho social na APAE de Brusque, minha cidade natal em Santa Catarina, na qual voluntariamente dou aula de teatro para crianças de adolescentes.

De onde e como veio a ideia de criar a Saint Benjamin?
Veio de um desejo muito pessoal. Houve um tempo em que me vi comprando muitas roupas fora. Compartilhei com alguns amigos e percebi o mesmo sentimento de falta de opções no mercado nacional. A partir desse gap e de estudos de mercado que criei a SB!
De onde você tirou a inspiração para a primeira coleção?
No DNA que originou a marca e no lifestyle italiano, que ganha uma pitada especial com um mix de estampas de tirar o fôlego. A coleção ganha peças com bastantes diferenciais, famílias de estampas, etc.
Pretende abrir loja física e e-commerce?
Ainda neste mês (agosto), lançaremos nosso e-commerce. Além disso, as operações são focadas em multimarcas do segmento masculino.

O shorts é ítem vital para o verão.A combinação com esta t-shirt estampada ficou perfeita!

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Como tem sido a aceitação da grife?
Muito boa. Tivemos maravilhosas surpresas e uma identificação muito forte do público… Fiquei muito feliz com os resultados desta coleção de estréia!
Defina o perfil do comprador da marca.
Garotos descolados que procuram informação de moda em produtos para o dia a dia!
Existe diferença entre o comprador gay e o hétero?
Quando crio ou quando vendo jamais penso se meu comprador é gay ou hetero. Isso não importa. Faço roupas para garotos que gostam de moda independente da sua sexualidade.

A próxima coleção já está no forno? Pode adiantar alguma coisa?
Sim, teremos uma nova coleção linda. Novos prints, modelagens e materias-primas que vão trazer ares de frescor para um outono-inverno maravilhoso!
Quais são os seus próximos passos? 
Entender ainda mais o nosso mercado, pensar em expansão internacional bem como no Brasil! A SB é um desafio novo para mim e que me motiva diariamente para criar e crescer ainda mais!

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