25 dezembro, 2013

Onde tem amor, tem família

O empresário e produtor de eventos Paulo Borges falou ao UAA sobre a vida ao lado de seu filho Henrique

Paulo e o pequeno Henrique

Paulo, Henrique e a cachorrinha Pérola. Foto: Arquivo Pessoal

O empresário e produtor de eventos Paulo Borges deu um exemplo de amor e generosidade. Uma linda história para ser compartilhada em pleno dia de Natal.

Solteiro, ele adotou o pequeno Henrique, um menino afrodescendente que hoje já está com 8 anos de idade.

Com o assunto adoção super em alta por causa do personagem Niko (Thiago Fragoso) na novela Amor à Vida (Globo), o Universo AA foi conversar com o CEO da agência Luminosidade e saber um pouco mais sobre seu lindo ato.

Universo AA: Por que optou pela adoção e não pela inseminação em barriga solidária?

Paulo Borges: Nunca pensei sobre isso. Por alguma razão, desde que pensei em ser pai, a única maneira ou ideia que me veio foi a adoção.

UAA: Você não adotou um bebê, preferência da maioria. Por que fez essa escolha?

PB: Eu quis o que praticamente ninguém quer. Menino, com mais de 1 ano, e negro. Verdadeiramente afrodescendente. Para mim, o ato de adoção é um gesto infinito, diário, construído todos os dias. Sem limites ou libreto explicativo. Cada criança é em si um universo e somente por este detalhe já torna a experiência única.

UAA: Como foi o processo de adoção? Demorado, complicado, burocrático, etc.?

PB: Muito simples. Muito rápido e quase nada burocrático. Em parte, sem dúvida,  em razão do que eu queria. Pois ninguém quer. E em parte pelo empenho do juiz da vara da infância na época, uma pessoa lúcida, brilhante, generosa, humanitária, que sempre colocou em primeiro lugar a possibilidade de cada criança ali abandonada, que elas pudesse ter a chance de construir uma família. Sempre digo que adotar um filho é menos complicado que conseguir financiamento em banco. Meu processo todo não durou mais que 2 meses, e o Henrique já estava morando comigo, com sua certidão de nascimento já registrada em meu nome.

UAA: Como concilia a agenda profissional com a vida de pai solteiro?

PB: Bem lembrado o detalhe de eu ser solteiro. Isto foi outro ponto muito incomum. A época, isto já tem pouco mais de 7 anos, eu fui o quinto homem no Brasil a adotar na condição de solteiro. Sem dúvida conciliar tudo isto não é simples. Mas absolutamente possível e muito prazeroso. No último ano, nós mudamos para ter mais qualidade de vida juntos.  Resumindo, conciliar é igual a planejar e se dedicar. São escolhas que fazemos que define a qualidade de relação que construímos.

UAA: Sempre teve o desejo de ser pai? Se sente realizado após a adoção?

PB: O desejo de ser pai foi algo que surgia na minha mente e desaparecia por um período. A ideia ia e vinha várias vezes. Um dia veio e ficou. E do outro lado da rua, meu filho me aguardava chegar. Sempre digo e sinto isto. Foi um encontro. Eu me sinto muito mais realizado hoje do que antes de ser pai. A paternidade muda por completo nossas vidas, prioridades, e abre nossos olhos para um mundo diferente, onde nos tornamos responsáveis verdadeiramente pelo futuro de todos.

UAA: Pretende adotar mais filhos?

PB: A princípio não. Tive esta vontade quando estava já no processo de adoção do Henrique, mas hoje já não penso nisso.

Espie algumas imagens da família de Paulo Borges!